17.2.10

Coincidência

Atendi ao pedido à segunda tentativa. A pergunta repetida queria uma resposta para a dúvida sobre como é que se escreve coincidência. Com cê curvo. Com ésse, não. Disse as letras a sós. Uma a uma, para evitar confusão. E porque depois disto, era uma vez uma dúvida, a rapariga segurou o telemóvel senhora de uma outra confiança, para escrever qualquer coisa sobre coincidências. Dizer que foi numa noite de Carnaval, pouco ou nada acrescenta ao caso. Que pouco ou nada se acrescente então: foi antes do jantar da noite de Carnaval.
Na noite a seguir à noite de carnaval, o rapaz que respondeu à rapariga está em casa. A televisão repõe um filme sobre comportamentos obsessivos e compulsivos. Antes do fim da segunda parte, uma senhora com ar para ser mãe e avó, responde a uma senhora com ar de ser filha e mãe. A mais noiva das duas estava a redigir uma carta de agradecimento e perguntava como é que se escrevia coincidência. A mais velha, mãe da mais nova e avó do ainda mais novo, soletrou a palavra: c-o-i-n-c-i-d-ê-n-c-i-a. A filha escreveu tudo direitinho para agradecer ao médico o facto de estar a ajudar o filho doente, o tal que aparece antes descrito como o ainda mais novo.
E eu, de cama há quase dois dias numa semana que é de férias, tento encarar com naturalidade a simultaneidade de diversos acontecimentos. É o que o dicionário diz, quando fala em coincidências.

1 comentário:

Luisa disse...

Lollll

Bob Dylan

Aquele bendito instrumento musical, a máquina de escrever, e os seus botões de onanizar tímpanos, as teclas, corpos fora do corpo,...