18.12.09

Hollywood mon amour

Homem quase de meia idade segura o Ipod, coloca os headphones e desaparece dentro de uma música. Não há factos, nem há provas. Há a vontade de acreditar ou não. Mas que foi assim, foi. E as coisas que são e não têm a prova de ter sido, são, regra geral, aquelas que realmente foram. Toda esta conversa para dizer que consta que: lá dentro, no interior da música, a voz de uma mulher faz acreditar no ceú, tal qual nos contaram quando éramos miúdos e acreditávamos. Em tudo. Tudo pode ser um homem no céu, dentro de uma música, em que a voz de uma mulher era um anjo se os anjos existissem. E o homem, de quase meia idade, pouco católico, vê tudo em tons de azul e criaturas celestiais. Até sonhou beijar a mulher da canção, não fosse isso ser como tocar a boca do inferno. Hesitou primeiro. Ardeu depois na paz do senhor. As chamas falavam de Electric Dreams.

8 comentários:

patricia disse...

Sonhar... mais e mais...always!!!
Parabens

Sandra disse...

Um sonho....sonhos! A única coisa q está al alcaqnce de qq um. A música um meio? Porque não? Tudo é permitido desde q se seja feliz!

António Reis disse...

Olá. Muito obrigado pelas vossas palavras :)

patricia disse...

Antonio o teu talento é irreverente...impossivel nao se reparar!!!

António Reis disse...

deixam-me numa situação difícil, em que fico sem saber a que palavras recorrer para agradecer as vossas. Obrigado

patricia disse...

Continua...
Talento nao se agradece,mostra-se!!!

Luisa disse...

E por que não continuar a sonhar... levar-nos onde fisicamente não podemos e ficar, ficar, ficar...
Muito obrigada, António. Gostei muito...

António Reis disse...

antónio congratula-se ;)

Bob Dylan

Aquele bendito instrumento musical, a máquina de escrever, e os seus botões de onanizar tímpanos, as teclas, corpos fora do corpo,...